segunda-feira, 30 de novembro de 2015

30.11.2015

A vida dá tantas voltas que chega a meio e as únicas perguntas que persistem em ecoar na tua mente são: como é que aqui cheguei? Como é que nós aqui chegamos? O que nos aconteceu?...
O calor já de fim de verão agarrou a nossa paixão e transformou-a num domingo acolhedor, onde por mais frio que esteja lá fora o teu corpo embala o meu com a melodia da chuva que bate na portada do teu quarto, e, sem sequer me questionar, está quente aqui.
A televisão está muda, a tua respiração é mais bonita. Eu amo-te tanto que não se explica, tu por mais que me ames não te explicas. E uma das voltas mais necessárias na vida é mesmo esta, a explicação.
Por mais que saiba preciso de mais, sou carente – confesso, mas sem aquilo que existe para lá do amor chegará o dia em que vou ligar a televisão, desta vez com o som no máximo, para ignorar a dúvida, para ignorar o teu corpo frio, em vez de quente, que se deita do meu lado sem expressão.

Eu quando precisei de mais tu não mo soubeste dar, agora sou eu quem não tem mais nada para dar.

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