Tantas perguntas e tão poucas respostas... Eu entreguei-te todo o meu amor e tu, que dizias amar-me também, apunhalaste-me pelas costas. Então e os planos, então e o sucesso, e os anos que íamos esperar para ficarmos juntos? Onde ficou tudo isso? Enrolado em mais uma mortalha enquanto de tentavas conformar que era eu que estava diferente?
Eu amei-te de verdade, eu tinha quatorze anos e já te amava, eu tive quinze anos e amei-te e agora tenho dezasseis e odeio continuar a sentir a tua falta. Não acredites em quem te diz que aos quatorze não sabes o que é amar, nem aos quinze ou até mesmo aos dezassete, porque o amor não se esconde atrás de um número, ele floresce entre palavras e atitudes, entre carinhos e lembranças. Tantas memórias que enchem o meu peito, mas o que fazer quando tudo não passa de lembranças sem retorno?
A melancolia assombra-me durante a noite, será culpa minha, ou tua, ou simplesmente foi nossa? De cabeça cheia mas de copo vazio lavo a cara, e desejo puder também mudar o passado, alterar o presente e intitular o futuro com um letreiro enorme onde se pode ler 'E Viveram Felizes Para Sempre'.
Mas em vez disso o copo vazio passa a cheio, e agora igualado com a minha cabeça sussurra-me estranhas e soltas palavras.
'O que és, o que foste, o que serás'.
Afinal até fazem algum sentido. Ficaram tantas feridas por sarar, e eu sou, ou pelo menos tento ser, a pomada para as sarar. Ficaram tantos 'eu amo-te' por dizer, mas isso é somente o que eu fui, uma simples rapariga de olhar inocente que se deixou embebedar pelas tuas palavras. Que engraçado escrever para ti como se lesses, que engraçado falar em bebida que não faço mais senão isso. Que saudades de esquecer, será que devo? Ficaram tantas frases por acabar,e tenho a certeza que será isso que irei ser: as respostas!
Mas de que irei valei, do que é que a solução irá valer, se no final da noite o copo volta a vazio juntamente com a garrafa e aquilo que era solução passou novamente a problema que me assombra de duvidas... O que aconteceu ao 'para sempre'? O que aconteceu a todas as palavras que disses-te? O que aconteceu e o que acontecerá? E se..., e se...?
Sento-me na cama e questiono a minha sanidade, será que o problema já tem solução ou é somente a embriaguez a falar?
Num momento de clareza eu proclamo: se o futuro está nas minhas mãos e se a vida é nada mais do que aquilo que eu fizer dela, eu digo-te que farei dela um dia feliz, todos os dias até ao fim. Sem ti, porque é assim que estou melhor. Mas ai o nivel de amor no meu sangue cresce, ele corre cada vez mais depressa nas minhas veias e a grande duvida nasce: Será? Porque tudo aquilo que eu quero é ser feliz, contigo ao meu lado.
Num momento de clareza eu proclamo: se o futuro está nas minhas mãos e se a vida é nada mais do que aquilo que eu fizer dela, eu digo-te que farei dela um dia feliz, todos os dias até ao fim. Sem ti, porque é assim que estou melhor. Mas ai o nivel de amor no meu sangue cresce, ele corre cada vez mais depressa nas minhas veias e a grande duvida nasce: Será? Porque tudo aquilo que eu quero é ser feliz, contigo ao meu lado.
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