A dúvida acabará por se resumir sempre à mesma: insistir ou desistir?
Quando nos começamos a cansar da vida, quando o coração aperta tanto que torna-se difícil respirar, quando o sorriso é o mais falso, quando os olhos por mais que tentem sorrir também só têm vontade de chorar, a resposta ideal seria simplesmente desistir.
Mas será mesmo assim? Será fácil o suficiente virar as costas a quem dedicas-te alguns dos melhores momentos da tua vida? Será demasiado difícil andar para a frente e tentar ser feliz? É verdade que muitas vezes o medo consome-nos, atormenta o nosso sono, pontapeteia o nosso sorriso, dá-nos socos no estômago e cava o nosso próprio buraco no chão. Mas, é nessa altura que a cabeça tem que ser erguida e, por mais difícil que seja, é altura de dar uma resposta à questão. Ir ou ficar, insistir ou desistir?
A partir do momento em que doí o suposto é atacar o problema pela raiz, colocá-lo o mais longe da nossa vida e fazer de tudo por voltar a sorrir. Mas por mais fácil que seja escrever umas quantas asneiras, falar em voltar a sorrir e ser feliz, o assunto é cada vez mais complexo, e um dia passa a um mês, e um mês passa a dois anos, e a duvida cresce. Juntamente à duvida vem a consequência e simultaneamente esta gera mais uma pergunta:
Se eu escolher amar, vais amar-me de volta, ou este sentimento vai simplesmente permanecer até eu já não conseguir respirar?
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